Obrigado José Fonseca:
Envelope circulado em correio azul com selo comemorativo dos 200 anos da Guerra Peninsular - Batalha do Bussaco de 0,68€ e carimbo comemorativo respectivo. CTT Mealhada 27-09-2010.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Vultos da História e da Cultura Portuguesa
Vultos da História e da Cultura
Francisco Keil do Amaral (1910-1975)
Arquitecto, nascido em Lisboa, deixou marcas indeléveis na urbe. São projectos seus o Parque de Monsanto, o jardim do Campo Grande e o Parque Eduardo VII, três espaços verdes emblemáticos da cidade. Licenciado pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, em 1937, venceu o concurso para o pavilhão português da Exposição Mundial de Paris, com um projecto que significou uma ruptura com os padrões historicistas do gosto oficial da época. Como refere Alexandre Pomar, “as suas obras testemunham o seu interesse por ‘uma arquitectura progressiva e moderna, embora guardando das tradições a justa medida’, e não constituem um processo de cedências, mas a afirmação de uma posição esclarecida no questionamento da polaridade entre as raízes tradicionais e o internacionalismo da arquitectura”. Da sua autoria são também o edifício do Aeroporto de Lisboa, (inaugurado em 1943), e o Pavilhão da Feira Internacional de Lisboa (1956), actual Centro de Congressos de Lisboa, representado no selo. Mas o seu legado arquitectónico e urbanístico não se esgota na actividade desenvolvida na capital. O Instituto Pasteur no Porto, de 1935, o edifício da União Eléctrica Portuguesa, em Almada, as Escolas para a Fábrica Secil, em Outão, Setúbal, de 1938-1940, que considerava um exemplo do seu ”racionalismo sem dureza nem secura”, são outras das suas realizações significativas. Situado dentro da corrente modernista de meados do século XX, teve um papel de relevo como arquitecto e como crítico interveniente nos problemas e responsabilidades da sua profissão. Destacou-se também como divulgador, publicando inúmeros artigos, particularmente na revista Arquitectura (1947-1948), monografias e lançando as bases do Inquérito à Arquitectura Regional Portuguesa, iniciado em 1955. Publicou ainda diversas obras ¬ A Arquitectura e a Vida (1942), A Moderna Arquitectura Holandesa (1943) e O Problema da Habitação (1945). É apontado, por vezes, como o mais importante arquitecto lisboeta dos anos 40 e 50.
Alexandre Herculano (1810-1877)
Como historiador, Alexandre Herculano de Carvalho Araújo introduziu uma nova concepção da História, baseada mais no estudo das instituições do que no dos indivíduos. Foi o primeiro teorizador e introdutor do Romantismo em Portugal e iniciador do romance histórico português, com a publicação de O Bobo, em 1843, Eurico, o Presbítero, no ano seguinte, e O Monge de Cister, em 1848. Mas a sua obra de referência é a História de Portugal, editada entre 1846-1853, da qual só foram publicados quatro volumes e que é o ponto de partida para a investigação histórica, desde a origem da monarquia até D. Afonso III. É considerado também, pela sua obra polémica e doutrinal, o mais legítimo representante da teoria jurídica, económica e social do Liberalismo. Além de ter sido poeta, foi ainda, com Almeida Garrett, um reformador do teatro português. Nascido em Lisboa, Herculano revelou desde jovem vocação para as Letras: traduziu escritores românticos estrangeiros, como Schiller ou Chateaubriand, escreveu poesia, conheceu Castilho e frequentou os salões da marquesa de Alorna. Com 21 anos, envolve-se numa conspiração contra o regime absoluto de D. Miguel e tem de se exilar, primeiro em Inglaterra e depois em França. Regressou a Portugal como soldado da expedição de D. Pedro e tomou parte em combates e acções militares na guerra anti-absolutista. Organizou a biblioteca pública do Porto com fundos retirados das bibliotecas monásticas ou miguelistas. Em 1837, regressado a Lisboa, dirige O Panorama, semanário enciclopédico ilustrado dirigido a um vasto público. Herculano foi, de facto, um dos homens mais populares e afamados da sua época. Foi ainda director das bibliotecas dos Palácios das Necessidades e da Ajuda. Grande mentor do movimento político-militar de Abril-Maio de 1851, que ficou conhecido pela Regeneração, incompatibiliza-se depois com o governo que saiu desse movimento e desenvolve uma intensa actividade polémica com o referido ministério. No final da década de 60, um pouco por vocação e muito por desilusão com as práticas governativas, retira-se para a sua herdade de Vale de Lobos, em Santarém, onde viveu muito camponesmente, vestido à lavrador e absorvido nas coisas agrícolas, recusando todas as distinções honorificas que lhe foram oferecidas.
Fernão Mendes Pinto (1510-1583)
Viajante, aventureiro e escritor, é o autor de Peregrinação, um dos livros de viagens mais interessantes da literatura mundial. Nasceu em Montemor-o-Velho, mas cedo foi para Lisboa. Aqui, serviu na casa do duque D. Jorge, filho de D. João II, até que, ansioso por fazer fortuna, em 1537 embarcou para a Índia. Manteve-se vinte anos no Oriente, correndo mares e costas desde a Arábia até ao Japão. Teve uma vida prodigiosa e dramaticamente agitada, sendo, como ele mesmo diz, “treze vezes cativo e dezassete vendido”. Foi dos primeiros europeus a desembarcar no arquipélago nipónico, onde conheceu S. Francisco Xavier. Impressionado pela personalidade do célebre missionário, decidiu, pouco depois da morte dele (1552), e quando se encontrava no auge da riqueza, entrar na Companhia de Jesus e promover uma missão ao Japão, em que participou: Por razões desconhecidas, saiu depois da Ordem, deixando nela a maior parte dos seus bens. Regressado a Portugal em 1558, fixou residência em Almada, obteve uma tença de Filipe II e escreveu de memória o grande relato das suas viagens, que só veio a ser publicado em 1614, mais de vinte anos depois da sua morte. Mas não tardou muito a ser traduzido para espanhol, francês, holandês, alemão e outras línguas. A heterogeneidade da narrativa não diminui a sua força representativa e o interesse perene que tem mantido até aos nossos dias.
Gomes Eanes de Azurara (1410-1474)
Guarda-mor da Torre do Tombo, é o autor de Crónica da Tomada de Ceuta (1451) e Crónica dos Feitos da Guiné (1453), bem como do Livro dos Feitos do Infante D. Henrique, da Crónica de D. Pedro de Meneses e da Crónica de D. Duarte de Meneses. A obra de Zurara (como também é grafado o seu nome) é, sobretudo, panegírica de grandes personalidades da nobreza, visando enaltecer os sucessos militares de uma aristocracia guerreira. A dinâmica da sociedade, os sentimentos e as acções da “arraia-miúda” raramente estão presentes nos seus textos, concentrando-se antes em alargar o conceito de honra cavaleiresca cotejando-a com a função do escritor que perpetua os feitos heróicos dos guerreiros.
Das quatro crónicas conhecidas, a mais interessante é a primeira, a Tomada de Ceuta, em que assistimos às discussões entre as personagens biografadas e à descrição do trabalho dos mesteirais e dos mercadores que armavam os barcos e reuniam as provisões na margem do Tejo. No entanto, o recurso à retórica erudita, pela citação constante de autores gregos e latinos e o confronto da história coeva com personalidades e acontecimentos da Antiguidade, fazem de (A)Zurara um prenunciador do Renascimento.
Dados Técnicos:
Obliterações do 1º dia em: Lisboa / Porto / Funchal / Ponta Delgada
Emissão: 2010 / 04 / 22
Selos:
€ 0,32 – 230 000
€ 0,32 – 230 000
€ 0,32 – 230 000
€ 0,32 – 230 000
Ilustrações: Luís Filipe de Abreu
Papel: 110g / m2
Formato:
Selos : 40 x 30,6 mm
Picotagem: 13 x Cruz de Cristo
Impressão: offset
Impressor: INCM
Folhas: 50 ex.
Sobrescritos de 1º dia: C6 – € 0,55
Pagela: € 0,70
Francisco Keil do Amaral (1910-1975)
Arquitecto, nascido em Lisboa, deixou marcas indeléveis na urbe. São projectos seus o Parque de Monsanto, o jardim do Campo Grande e o Parque Eduardo VII, três espaços verdes emblemáticos da cidade. Licenciado pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, em 1937, venceu o concurso para o pavilhão português da Exposição Mundial de Paris, com um projecto que significou uma ruptura com os padrões historicistas do gosto oficial da época. Como refere Alexandre Pomar, “as suas obras testemunham o seu interesse por ‘uma arquitectura progressiva e moderna, embora guardando das tradições a justa medida’, e não constituem um processo de cedências, mas a afirmação de uma posição esclarecida no questionamento da polaridade entre as raízes tradicionais e o internacionalismo da arquitectura”. Da sua autoria são também o edifício do Aeroporto de Lisboa, (inaugurado em 1943), e o Pavilhão da Feira Internacional de Lisboa (1956), actual Centro de Congressos de Lisboa, representado no selo. Mas o seu legado arquitectónico e urbanístico não se esgota na actividade desenvolvida na capital. O Instituto Pasteur no Porto, de 1935, o edifício da União Eléctrica Portuguesa, em Almada, as Escolas para a Fábrica Secil, em Outão, Setúbal, de 1938-1940, que considerava um exemplo do seu ”racionalismo sem dureza nem secura”, são outras das suas realizações significativas. Situado dentro da corrente modernista de meados do século XX, teve um papel de relevo como arquitecto e como crítico interveniente nos problemas e responsabilidades da sua profissão. Destacou-se também como divulgador, publicando inúmeros artigos, particularmente na revista Arquitectura (1947-1948), monografias e lançando as bases do Inquérito à Arquitectura Regional Portuguesa, iniciado em 1955. Publicou ainda diversas obras ¬ A Arquitectura e a Vida (1942), A Moderna Arquitectura Holandesa (1943) e O Problema da Habitação (1945). É apontado, por vezes, como o mais importante arquitecto lisboeta dos anos 40 e 50.
Alexandre Herculano (1810-1877)
Como historiador, Alexandre Herculano de Carvalho Araújo introduziu uma nova concepção da História, baseada mais no estudo das instituições do que no dos indivíduos. Foi o primeiro teorizador e introdutor do Romantismo em Portugal e iniciador do romance histórico português, com a publicação de O Bobo, em 1843, Eurico, o Presbítero, no ano seguinte, e O Monge de Cister, em 1848. Mas a sua obra de referência é a História de Portugal, editada entre 1846-1853, da qual só foram publicados quatro volumes e que é o ponto de partida para a investigação histórica, desde a origem da monarquia até D. Afonso III. É considerado também, pela sua obra polémica e doutrinal, o mais legítimo representante da teoria jurídica, económica e social do Liberalismo. Além de ter sido poeta, foi ainda, com Almeida Garrett, um reformador do teatro português. Nascido em Lisboa, Herculano revelou desde jovem vocação para as Letras: traduziu escritores românticos estrangeiros, como Schiller ou Chateaubriand, escreveu poesia, conheceu Castilho e frequentou os salões da marquesa de Alorna. Com 21 anos, envolve-se numa conspiração contra o regime absoluto de D. Miguel e tem de se exilar, primeiro em Inglaterra e depois em França. Regressou a Portugal como soldado da expedição de D. Pedro e tomou parte em combates e acções militares na guerra anti-absolutista. Organizou a biblioteca pública do Porto com fundos retirados das bibliotecas monásticas ou miguelistas. Em 1837, regressado a Lisboa, dirige O Panorama, semanário enciclopédico ilustrado dirigido a um vasto público. Herculano foi, de facto, um dos homens mais populares e afamados da sua época. Foi ainda director das bibliotecas dos Palácios das Necessidades e da Ajuda. Grande mentor do movimento político-militar de Abril-Maio de 1851, que ficou conhecido pela Regeneração, incompatibiliza-se depois com o governo que saiu desse movimento e desenvolve uma intensa actividade polémica com o referido ministério. No final da década de 60, um pouco por vocação e muito por desilusão com as práticas governativas, retira-se para a sua herdade de Vale de Lobos, em Santarém, onde viveu muito camponesmente, vestido à lavrador e absorvido nas coisas agrícolas, recusando todas as distinções honorificas que lhe foram oferecidas.
Fernão Mendes Pinto (1510-1583)
Viajante, aventureiro e escritor, é o autor de Peregrinação, um dos livros de viagens mais interessantes da literatura mundial. Nasceu em Montemor-o-Velho, mas cedo foi para Lisboa. Aqui, serviu na casa do duque D. Jorge, filho de D. João II, até que, ansioso por fazer fortuna, em 1537 embarcou para a Índia. Manteve-se vinte anos no Oriente, correndo mares e costas desde a Arábia até ao Japão. Teve uma vida prodigiosa e dramaticamente agitada, sendo, como ele mesmo diz, “treze vezes cativo e dezassete vendido”. Foi dos primeiros europeus a desembarcar no arquipélago nipónico, onde conheceu S. Francisco Xavier. Impressionado pela personalidade do célebre missionário, decidiu, pouco depois da morte dele (1552), e quando se encontrava no auge da riqueza, entrar na Companhia de Jesus e promover uma missão ao Japão, em que participou: Por razões desconhecidas, saiu depois da Ordem, deixando nela a maior parte dos seus bens. Regressado a Portugal em 1558, fixou residência em Almada, obteve uma tença de Filipe II e escreveu de memória o grande relato das suas viagens, que só veio a ser publicado em 1614, mais de vinte anos depois da sua morte. Mas não tardou muito a ser traduzido para espanhol, francês, holandês, alemão e outras línguas. A heterogeneidade da narrativa não diminui a sua força representativa e o interesse perene que tem mantido até aos nossos dias.
Gomes Eanes de Azurara (1410-1474)
Guarda-mor da Torre do Tombo, é o autor de Crónica da Tomada de Ceuta (1451) e Crónica dos Feitos da Guiné (1453), bem como do Livro dos Feitos do Infante D. Henrique, da Crónica de D. Pedro de Meneses e da Crónica de D. Duarte de Meneses. A obra de Zurara (como também é grafado o seu nome) é, sobretudo, panegírica de grandes personalidades da nobreza, visando enaltecer os sucessos militares de uma aristocracia guerreira. A dinâmica da sociedade, os sentimentos e as acções da “arraia-miúda” raramente estão presentes nos seus textos, concentrando-se antes em alargar o conceito de honra cavaleiresca cotejando-a com a função do escritor que perpetua os feitos heróicos dos guerreiros.
Das quatro crónicas conhecidas, a mais interessante é a primeira, a Tomada de Ceuta, em que assistimos às discussões entre as personagens biografadas e à descrição do trabalho dos mesteirais e dos mercadores que armavam os barcos e reuniam as provisões na margem do Tejo. No entanto, o recurso à retórica erudita, pela citação constante de autores gregos e latinos e o confronto da história coeva com personalidades e acontecimentos da Antiguidade, fazem de (A)Zurara um prenunciador do Renascimento.
Dados Técnicos:
Obliterações do 1º dia em: Lisboa / Porto / Funchal / Ponta Delgada
Emissão: 2010 / 04 / 22
Selos:
€ 0,32 – 230 000
€ 0,32 – 230 000
€ 0,32 – 230 000
€ 0,32 – 230 000
Ilustrações: Luís Filipe de Abreu
Papel: 110g / m2
Formato:
Selos : 40 x 30,6 mm
Picotagem: 13 x Cruz de Cristo
Impressão: offset
Impressor: INCM
Folhas: 50 ex.
Sobrescritos de 1º dia: C6 – € 0,55
Pagela: € 0,70
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Rock em Portugal
Rock em Portugal
Reconhecido como um programa de música para adolescentes, o Rock em Stock, de Luis Filipe Barros, começa, em 1980, a divulgar os novos sons do rock feito em Portugal. Após experiências bem-sucedidas com Ar de Rock de Rui Veloso, Cavalos de Corrida e À Flor da Pele, ambos dos UHF, e o acolhimento encontrado, também na rádio, com Febre de Sábado de Manhã e, na RTP, com o programa Passeio dos Alegres, ambos de Júlio Isidro, abriu-se o caminho para um boom que eles próprios não podiam prever, ao divulgarem uma série de grupos mais ou menos efémeros.
A divulgação maciça feita através destes dois programas transmitidos pela Rádio Comercial foi bem diferente da que tiveram grupos nacionais surgidos nos anos 60. O duo Os Conchas, a versão portuguesa dos Everly Brothers; o rock n'roll «presleyano» de Vitor Gomes e os seus Gatos Negros (que nunca chegaram a gravar um disco); Zeca do Rock; Nelo do Twist; os Shadows portugueses − o Conjunto Mistério − e os Titãs (de Aveiro); A Lenda de El-Rei D. Sebastião do Quarteto 1111 de José Cid, que em 1967 marcou a transição para a pop progressiva; a pop dos Ekos de Esquece; os Sheiks, os Beatles portugueses, com Missing You e Tell Me Bird; os Chinchilas do «hendrixiano» Filipe Mendes; o Hully Gully do Montanhês do Conjunto Académico de João Paulo (da Madeira); o Quinteto Académico + 2; os Tantra; os Pop Five Music Incorporated de Miguel Graça Moura; a inesquecível Epopeia da Filarmónica Fraude de António Pinho e Luis Linhares; os 10 000 Anos depois entre Vénus e Marte de José Cid; o rock psicadélico dos Objectivo, Perspectiva e Xarhanga (de Júlio Pereira) ou o hard-rock dos Arte & Oficio de Sérgio Castro e António Garcês − todos eles referências estéticas desses anos, mas que passaram sem grandes apoios nos media.
O interesse pelo boom surgido nos anos 80 deu, também, lugar ao aparecimento de uma «nova» indústria (revistas, jornais, rádios, editoras, televisão, concertos). O ambiente social era propício: a democracia consolidada do 25 de Abril, as profundas transformações socioculturais e os frequentes concertos em Portugal de numerosas bandas estrangeiras fizeram crescer o interesse óbvio das editoras discográficas pelo novo filão. De repente, todas as outras rádios descobrem o rock daqui. A imprensa escrita acompanha, a televisão apanha a «onda», a juventude estudantil, ao ter adquirido a partir de 1979 mais rádios com FM e Gira-Discos, aliada à febre dos concertos, é seduzida.
A qualidade varia (na maior parte das vezes, entre o bom, o razoável e o sofrível) na música destes grupos, também eles saídos de famílias remediadas das classes médias urbanas do Porto, de Lisboa (e não só). Rui Veloso, UHF, GNR, Xutos & Pontapés, Go Graal Blues Band, Roxigénio, Heróis do Mar, Salada de Frutas, Ananga Ranga, Rock & Varius, Trabalhadores do Comércio, Jafumega, Taxi, Iodo, TNT, Street Kids, Adelaide Ferreira, NZZN, Trovante, Sétima Legião, Pop Dell'Arte, Peste e Sida são apenas alguns dos nomes que ilustram as proporções do «fenómeno». Nos anos 90, as novas sonoridades e a busca de uma linguagem, aliadas às múltiplas experiências de grupos oriundos dos anos 70 e 80, prosseguiram através de grupos como os Ban, Radio Macau, Mão Morta, Silence 4, Clã, Ornatos Violeta ou The Gift.
Na viragem do milénio a Internet tem, também, sido o meio escolhido pelas novas bandas para darem a conhecer os seus projectos; a telenovela portuguesa, fundamental para divulgar novos grupos e mãe protectora de artistas veteranos. O rastilho ainda arde e muitos deles vão sobrevivendo do comercialismo, da vulgaridade e do conformismo. Outros, pura e simplesmente, desaparecem. Nenhum dos mencionados conseguiu ultrapassar o espaço da língua portuguesa... Honrosa excepção para os Moonspell, a única banda nacional que há 18 anos, fora das fronteiras lusófonas, vem cimentando a sua reputação mundial no gothik, death ou doom metal.
Até aqui «foi bonito, pá!»
Luís Filipe Barros
Dados Técnicos
Obliterações do 1º dia em: Lisboa / Porto / Funchal / Ponta Delgada
Emissão: 2010 / 07 / 19
Selos:
€ 0,32 – 230 000
€ 0,47 – 220 000
€ 0,57 – 190 000
€ 0,68 – 230 000
€ 0,80 – 190 000
€ 1,00 – 190 000
Bloco:
Com 1 selo
€ 2, 50 – 60 000
Design: Atelier Acácio Santos / Helder Soares
Créditos: António Campos Rosado (design capa Heróis do Mar), Beatriz Ferreira (foto) e Fátima Rolo Duarte (coordenação de arte, Psicopátria – GNR), Marco Santos (design capa Compacto 88 – Xutos e Pontapés), Luís Vasconcelos (foto capas Ar de Rock – Rui Veloso e À Flor da Pele – UHF)
Agradecimentos / remerciements / acknowledgments: Luís Filipe Barros, Edições Valentim de Carvalho, EMI Music Portugal, Moonspell, Universal Music Portugal e, ainda, aos músicos das bandas GNR, Heróis do Mar, Moonspell, Quarteto 1111, Rui Veloso, UHF, Xutos e Pontapés.
Papel FSC: 110 g/m2
Formato:
Selos: 40 x 30,6 mm
Bloco: 125 x 95 mm
Picotagem:
13 x Cruz de Cristo
Impressão: offset
Impressor: INCM
Folhas:
Com 50 ex.
Sobrescritos de 1º dia:
C6 – € 0,56
C5 – € 0,75
Pagela:
€ 0,70
Reconhecido como um programa de música para adolescentes, o Rock em Stock, de Luis Filipe Barros, começa, em 1980, a divulgar os novos sons do rock feito em Portugal. Após experiências bem-sucedidas com Ar de Rock de Rui Veloso, Cavalos de Corrida e À Flor da Pele, ambos dos UHF, e o acolhimento encontrado, também na rádio, com Febre de Sábado de Manhã e, na RTP, com o programa Passeio dos Alegres, ambos de Júlio Isidro, abriu-se o caminho para um boom que eles próprios não podiam prever, ao divulgarem uma série de grupos mais ou menos efémeros.
A divulgação maciça feita através destes dois programas transmitidos pela Rádio Comercial foi bem diferente da que tiveram grupos nacionais surgidos nos anos 60. O duo Os Conchas, a versão portuguesa dos Everly Brothers; o rock n'roll «presleyano» de Vitor Gomes e os seus Gatos Negros (que nunca chegaram a gravar um disco); Zeca do Rock; Nelo do Twist; os Shadows portugueses − o Conjunto Mistério − e os Titãs (de Aveiro); A Lenda de El-Rei D. Sebastião do Quarteto 1111 de José Cid, que em 1967 marcou a transição para a pop progressiva; a pop dos Ekos de Esquece; os Sheiks, os Beatles portugueses, com Missing You e Tell Me Bird; os Chinchilas do «hendrixiano» Filipe Mendes; o Hully Gully do Montanhês do Conjunto Académico de João Paulo (da Madeira); o Quinteto Académico + 2; os Tantra; os Pop Five Music Incorporated de Miguel Graça Moura; a inesquecível Epopeia da Filarmónica Fraude de António Pinho e Luis Linhares; os 10 000 Anos depois entre Vénus e Marte de José Cid; o rock psicadélico dos Objectivo, Perspectiva e Xarhanga (de Júlio Pereira) ou o hard-rock dos Arte & Oficio de Sérgio Castro e António Garcês − todos eles referências estéticas desses anos, mas que passaram sem grandes apoios nos media.
O interesse pelo boom surgido nos anos 80 deu, também, lugar ao aparecimento de uma «nova» indústria (revistas, jornais, rádios, editoras, televisão, concertos). O ambiente social era propício: a democracia consolidada do 25 de Abril, as profundas transformações socioculturais e os frequentes concertos em Portugal de numerosas bandas estrangeiras fizeram crescer o interesse óbvio das editoras discográficas pelo novo filão. De repente, todas as outras rádios descobrem o rock daqui. A imprensa escrita acompanha, a televisão apanha a «onda», a juventude estudantil, ao ter adquirido a partir de 1979 mais rádios com FM e Gira-Discos, aliada à febre dos concertos, é seduzida.
A qualidade varia (na maior parte das vezes, entre o bom, o razoável e o sofrível) na música destes grupos, também eles saídos de famílias remediadas das classes médias urbanas do Porto, de Lisboa (e não só). Rui Veloso, UHF, GNR, Xutos & Pontapés, Go Graal Blues Band, Roxigénio, Heróis do Mar, Salada de Frutas, Ananga Ranga, Rock & Varius, Trabalhadores do Comércio, Jafumega, Taxi, Iodo, TNT, Street Kids, Adelaide Ferreira, NZZN, Trovante, Sétima Legião, Pop Dell'Arte, Peste e Sida são apenas alguns dos nomes que ilustram as proporções do «fenómeno». Nos anos 90, as novas sonoridades e a busca de uma linguagem, aliadas às múltiplas experiências de grupos oriundos dos anos 70 e 80, prosseguiram através de grupos como os Ban, Radio Macau, Mão Morta, Silence 4, Clã, Ornatos Violeta ou The Gift.
Na viragem do milénio a Internet tem, também, sido o meio escolhido pelas novas bandas para darem a conhecer os seus projectos; a telenovela portuguesa, fundamental para divulgar novos grupos e mãe protectora de artistas veteranos. O rastilho ainda arde e muitos deles vão sobrevivendo do comercialismo, da vulgaridade e do conformismo. Outros, pura e simplesmente, desaparecem. Nenhum dos mencionados conseguiu ultrapassar o espaço da língua portuguesa... Honrosa excepção para os Moonspell, a única banda nacional que há 18 anos, fora das fronteiras lusófonas, vem cimentando a sua reputação mundial no gothik, death ou doom metal.
Até aqui «foi bonito, pá!»
Luís Filipe Barros
Dados Técnicos
Obliterações do 1º dia em: Lisboa / Porto / Funchal / Ponta Delgada
Emissão: 2010 / 07 / 19
Selos:
€ 0,32 – 230 000
€ 0,47 – 220 000
€ 0,57 – 190 000
€ 0,68 – 230 000
€ 0,80 – 190 000
€ 1,00 – 190 000
Bloco:
Com 1 selo
€ 2, 50 – 60 000
Design: Atelier Acácio Santos / Helder Soares
Créditos: António Campos Rosado (design capa Heróis do Mar), Beatriz Ferreira (foto) e Fátima Rolo Duarte (coordenação de arte, Psicopátria – GNR), Marco Santos (design capa Compacto 88 – Xutos e Pontapés), Luís Vasconcelos (foto capas Ar de Rock – Rui Veloso e À Flor da Pele – UHF)
Agradecimentos / remerciements / acknowledgments: Luís Filipe Barros, Edições Valentim de Carvalho, EMI Music Portugal, Moonspell, Universal Music Portugal e, ainda, aos músicos das bandas GNR, Heróis do Mar, Moonspell, Quarteto 1111, Rui Veloso, UHF, Xutos e Pontapés.
Papel FSC: 110 g/m2
Formato:
Selos: 40 x 30,6 mm
Bloco: 125 x 95 mm
Picotagem:
13 x Cruz de Cristo
Impressão: offset
Impressor: INCM
Folhas:
Com 50 ex.
Sobrescritos de 1º dia:
C6 – € 0,56
C5 – € 0,75
Pagela:
€ 0,70
domingo, 20 de junho de 2010
Andamos à Procura de Sangue Novo
Obrigado Lurdes:
Envelope circulado em correio normal com selo personalizado Andamos à Procura de Sangue Novo emitido pela Associação de Dadores de Sangue de Angra do Heróismo.
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Associação de Dadores de Sangue de Angra do Heróismo.
Obrigado Lurdes,
Envelope circulado em correio normal com selo personalizado da Associação de Dadores de Sangue de Angra do Heróismo. Entregue na estação de correios de Angra do Heroísmo em 23-04-2010.
Envelope circulado em correio normal com selo personalizado da Associação de Dadores de Sangue de Angra do Heróismo. Entregue na estação de correios de Angra do Heroísmo em 23-04-2010.
sábado, 19 de junho de 2010
Europa CEPT 2010 – Livros Para Crianças
Obrigado Lurdes:
Envelope circulado em correio azul com selo Europa CEPT 2010 – Livros Para Crianças - Açores de 0,68€. Entregue na estação de correios Corte Real na Terceira.
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