quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Bloco (BE) 250 Anos do Terramoto de Lisboa

Emissão: 25-11-2005
O terramoto de Lisboa aconteceu no dia 1 de Novembro de 1755.
o abalo que se considera ter sido de 8,7 da escala de Ritcher e com a duração de 9 minutos.

Bloco (BE) Fundação Serralves (Parque)


Emissão: 15-11-2005
A Fundação de Serralves é uma instituição cultural de âmbito europeu ao serviço da comunidade nacional, que tem como missão sensibilizar o público para a arte contemporânea e o ambiente, através do Museu de Arte Contemporânea como centro pluridisciplinar, do Parque como património natural vocacionado para a educação e animação ambientais e do Auditório como centro de reflexão e debate sobre a sociedade contemporânea. http://www.serralves.pt

Bloco (BE) Homenagem a Álvaro Cunhal

Emissão: 10-11-2005
Álvaro Cunhal
Político, escritor, artista plástico, resistente e dirigente comunista: 1913-2005
"1913: Nasce a 10 de Novembro, em Coimbra, filho de Avelino Cunhal e Mercedes Ferreira Barreirinhas. – 1931: Com 17 anos, Álvaro Cunhal adere ao PCP, através da Federação das Juventudes Comunistas. – 1932: Participa na direcção da Associação Académica de Lisboa. – 1934: É eleito para o Senado Universitário. – 1935: Eleito para o Secretariado da Federação das Juventudes Comunistas. – 1937: Cunhal é preso pela primeira vez, a 20 de Julho. – 1939: É colocado a cumprir serviço militar na Companhia Disciplinar de Penamacor. – 1940: É de novo preso. – 1942: Cunhal adopta o pseudónimo de "Duarte". – 1949: Prisão de Álvaro Cunhal numa casa clandestina no Luso. – 1950: Cunhal julgado e condenado faz do processo uma afirmação política do comunismo. – 1953: É transferido da Penitenciária de Lisboa para Peniche após ter estado doente. – 1960: Cunhal foge de Peniche a 3 de Janeiro. Em Dezembro, nasce a sua filha Ana. – 1961: Entre Fevereiro e Maio, Cunhal vive no Porto, junto ao Mercado do Bom Sucesso, com a mulher Isaura e a filha Ana. Eleito pelo Comité Central secretário-geral do PCP, passa a viver no estrangeiro. – 1974: Revolução do 25 de Abril. Legalização do PCP. No dia 30 de Abril, Álvaro Cunhal regressa a Lisboa. É ministro sem pasta nos Governos Provisórios até 1975. – 1975: Nas eleições para a Assembleia Constituinte, a 25 de Abril, Cunhal encabeça a lista do círculo de Lisboa. – 1982: Torna-se membro do Conselho de Estado. – 1985: Em Agosto, Cunhal publica O Partido com Paredes de Vidro. – 1989: Álvaro Cunhal vai à URSS para ser operado a um aneurisma da aorta. Cunhal é recebido em Moscovo por Mikhail Gorbatchov e recebe a ordem Lenine. – 1992: No XIV Congresso do PCP, Carlos Carvalhas é eleito secretário-geral, Álvaro Cunhal passa a presidente do Conselho Nacional do PCP. – 1994: No Hotel Altis lança o romance Estrela de Seis Pontas e assume que é Manuel Tiago, pseudónimo literário com que assinou na clandestinidade o romance Até Amanhã, Camaradas e o conto Cinco Dias, Cinco Noites. – 1996: XV Congresso do PCP. O Conselho Nacional é extinto. Cunhal passa a ter assento apenas no Comité Central. – 1997: Cunhal lança um novo romance, A Casa de Eulália baseada na sua experiência na Guerra Civil de Espanha. – 2000: Em Setembro, Cunhal é operado ao glaucoma, a operação corre mal e perde a visão do olho direito. A 8,9 e 10 de Dezembro, o XVI Congresso realiza-se em Lisboa e, pela primeira vez desde o 25 de Abril, Cunhal está ausente de uma reunião magna por motivos de saúde. – 2001: Cunhal reaparece em público para votar nas eleições presidenciais de 14 de Janeiro. Depois de votar, declara aos jornalistas: "Estou nitidamente melhor." – 2004: Nas eleições europeias, a 13 de Junho, Álvaro Cunhal, pela primeira vez em 30 anos de democracia, não vota. No XVII Congresso do PCP Jerónimo de Sousa é eleito secretário-geral. – 2005: O Comité Central noticia a morte de Álvaro Cunhal, às 5h e 54, do dia 13 de Junho." in http://www.vidaslusofonas.pt

Bloco (BE) Comunicação Social (Televisão)

Emissão: 11-10-2005

Folha Especial (FLE) Caricaturistas Portugueses

Emissão: 12-06-2005

Bloco (BE) Museu Nacional dos Coches Centenário 1905-2005

O Museu Nacional dos Coches conserva e expõe no ambiente requintado do antigo Picadeiro Real uma excepcional colecção de viaturas reais do século XVII aos finais do século XIX.

Considerada a mais notável colecção do mundo do seu género permite ao visitante compreender não só a evolução técnica dos transportes de tracção animal como acompanhar as mudanças de gosto manifestadas nas artes decorativas tão bem expressas na ornamentação das viaturas.

O Museu Nacional dos Coches é um dos museus mais visitados de Portugal e o mais visitado da cidade de Lisboa. in http://www.museudoscoches-ipmuseus.pt/

Bloco (BE) 150 Anos do Nascimento de José Malhoa

José Vital Branco Malhoa (Caldas da Rainha, 28 de Abril de 1855 – Figueiró dos Vinhos, 26 de Outubro de 1933), pintor, desenhista e professor português, conhecido como José Malhoa.
Com apenas 12 anos entrou para a escola de Belas Artes. Em todos os anos ganhou o primeiro prémio, devido às suas enormes faculdades e qualidade artísticas.
Realizou inúmeras exposições, tanto em Portugal como no estrangeiro, designadamente em Madrid, Paris e Rio de Janeiro. Foi pioneiro do Naturalismo em Portugal, tendo integrado o Grupo do Leão.
Destacou-se também por ser um dos pintores portugueses que mais se aproximou da corrente artística Impressionista.
Foi o primeiro presidente da Sociedade Nacional de Belas Artes e foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem de Santiago. Em 1933, ano da sua morte, foi criado o Museu de José Malhoa nas Caldas da Rainha. in http://pt.wikipedia.org

Folha Especial Moda Portuguesa


Emissão: 10-11-2004




Bloco (BE) Banda Desenhada

Emissão 08-10-2004

Bloco (BE) 100 Anos do Nascimento de Pedro Homem de Melo

Pedro da Cunha Pimentel Homem de Mello (Porto, 6 de Setembro de 1904 - Porto, 5 de Março de 1984) foi um poeta, professor e folclorista português.
Nasceu no Porto, em 1904, no seio de uma família fidalga, filho de António Homem de Mello e de Maria do Pilar da Cunha Pimentel, tendo desde cedo sido imbuído de ideais monárquicos, católicos e conservadores. Foi sempre um sincero amigo do povo e a sua poesia é disso reflexo. O seu pai, pertenceu ao círculo íntimo do poeta António Nobre.
Estudou Direito em Coimbra, acabando por se licenciar em Lisboa, em 1926. Exerceu a advocacia, foi subdelegado do Procurador da República e, posteriormente, professor de português em escolas técnicas do Porto (Mouzinho da Silveira e Infante D. Henrique), tendo sido director da Mouzinho da Silveira. Membro dos Júris dos prémios do secretariado da propaganda nacional. Foi um entusiástico estudioso e divulgador do folclore português, criador e patrocinador de diversos ranchos folclóricos minhotos, tendo sido, durante os anos 60 e 70, autor e apresentador de um popular programa na RTP sobre essa temática.
Pedro Homem de Mello casou com D. Maria Helena Pamplona e teve dois filhos, Maria Benedita, que faleceu ainda criança e Salvador Homem de Mello, que faleceu sem deixar descendência poucos anos após o seu pai.
Foi um dos colaboradores do movimento da revista Presença. Apesar de gabada por numerosos críticos, a sua vastíssima obra poética, eivada de um lirismo puro e pagão (claramente influenciada por António Botto e Federico García Lorca), está injustamente votada ao esquecimento. Entre os seus poemas mais famosos destacam-se Povo que Lavas no Rio e Havemos de Ir a Viana, imortalizados por Amália Rodrigues, e O Rapaz da Camisola Verde.
Afife (Viana do Castelo) foi a terra da sua adopção. Ali viveu durante anos num local paradisíaco, no Convento de Cabanas, junto ao rio com o mesmo nome, onde escreveu parte da sua obra, "cantando" os costumes e as tradições de Afife e da Serra de Arga. in http://pt.wikipedia.org

Bloco UEFA EURO 2004 - Final

Emissão: 27-05-2004
O Campeonato Europeu de Futebol 2004 teve lugar em Portugal, entre 12 de Junho e 4 de Julho de 2004.
A Final foi a 4 de Julho de 2004 no Estádio da Luz entre Portugal e Grécia tendo um resultado de 0–1 favorável à Grécia, que conquistou assim o título de Campeã Europeia de 2004.

Bloco da Série UEFA EURO 2004 "Selecções Participantes"


Emissão: 06-04-2004

Bloco (BE) Oceanário de Lisboa

Emissão: 22-03-2004
O Oceanário de Lisboa é um museu de biologia marinha situado no Parque das Nações em Lisboa, Portugal, construído no âmbito da Expo 98.
Este pavilhão, da autoria do arquitecto norte-americano Peter Chermayeff, lembra um porta-aviões e está instalado num cais rodeado de água. É o segundo maior oceanário do Mundo e contém uma impressionante colecção de espécies — aves, mamíferos, peixes e outros habitantes marinhos.
Os habitats escolhidos, pela sua riqueza natural em termos de fauna e flora, foram os seguintes: oceano Antárctico, recife de coral do oceano Índico, costas rochosas do oceano Pacífico e costa dos Açores, no oceano Atlântico.
A principal atracção, para a maior parte dos visitantes, é o grande tanque central, onde coexistem várias espécies de peixes como tubarões, barracudas, raias, atuns e pequenos peixes tropicais. Embora pretenda ser uma representação do oceano aberto, tem sido criticado por vários cientistas pelo facto de juntar espécies pouco relacionadas no mesmo espaço.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Parabéns Nélson Évora


Não posso deixar de dar aqui os meus parabéns ao atleta Nélson Évora que hoje brindou todos os portugueses com uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Beijing 2008 na modalidade de Triplo Salto. Apenas por 4 vezes Portugal conquistou uma medalha de ouro em Jogos Olímpicos: Carlos Lopes (1984), Rosa Mota (1988), Fernanda Ribeiro (1996) e agora Nélson Évora(2008).
Espero que os CTT façam rapidamente uma emissão filatélica dedicada a este campeão.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Bilhetes Postais Máximos (BPM) Fauna Marinha da Madeira











Bilhetes Postais Máximos (BPM) Ano Polar Internacional











Bilhete Postal Máximo (BPM) Priolo - Açores


Bilhete Postal Maximo (BPM) Europa 2008 - Madeira


Bilhete Postal Máximo (BPM) Europa 2008 - Continente


Bilhete Postal Máximo Europa 2008 - Açores


Bilhetes Postais Máximos (BPM) 500 Anos da Cidade do Funchal











Inteiro Postal (IP) - 75 anos dos Missionários Passionistas em Portugal

"A Congregação da Paixão de Jesus Cristo, também chamada dos Congregação da Paixão é uma congregação religiosa da Igreja Católica Apostólica Romana. Seu nome latino é Congregatio Passionis Iesus Christi , o que determina sua sigla: CP. A congregação possui um ramo sacerdotal e um ramo leigo. Os Passionistas são um grupo de cristãos, sacerdotes e leigos, que vivem em comunidade fraterna, dispostos a anunciar aos homens e às mulheres do nosso tempo o Evangelho de Cristo. Esta comunidade de vida apostólica foi fundada por São Paulo da Cruz (ou Paulo Danei) em Itália, no ano de 1720. O Fundador descobriu na Paixão de Jesus Cristo "a maior e a mais admirável obra do amor divino" e a revelação do poder de Deus que elimina a força do mal com o dinamismo da Ressurreição." in Wikipedia




Inteiro Postal (IP) 250 Anos do Nascimento do Abade de Faria




Abade Faria distinguiu-se como pregador, teólogo, físico e magnetisador, ou seja o fundador da ciência de hipnotismo, o primeiro a proclamar a doutrina de sugestão na hipnose.


Os CTT - Correios de Portugal assinalaram os 250 anos de nascimento de Abade Faria emitindo um selo comemorativo e um bilhete postal com a fotografia do monumento existente na capital de Goa.

A estátua de Abade Faria é um trabalho feito em bronze e completado em 1945 pelo escultor goês Ramchandra Panduronga Kamat, de Marcaim, concelho de Pondá.

Pelo diploma legislativo n.º 1883 de 02-04-1959 o hospital mental, para o tratamento dos doentes nervosos e mentais, localizado no Altinho na cidade de Goa passou a designar-se Hospital Abade Faria

Inteiro Postal (IP) 700 Anos do Castelo de Évora Monte




O Castelo de Évora Monte, no Alentejo, localiza-se na freguesia de Évora Monte, Concelho de Estremoz, Distrito de Évora, em Portugal.

Erguido em um dos pontos mais elevados da serra de Ossa, no centro da povoação, do alto de seus muros domina-se uma grande extensão em derredor, até ao Castelo de Estremoz.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Sobrescrito 1º Dia (FDC) Priolo - Açores

28-Mai-2008

Priolo - Açores


"O Priolo é uma ave endémica de São Miguel. Em todo o mundo o Priolo apenas pode ser encontrado nesta ilha, na área mais oriental e montanhosa (concelhos de Povoação e Nordeste), encontrando-se entre as aves mais ameaçadas do Mundo, com uma população estimada inferior a 400 aves.

O Priolo é uma espécie protegida pela Directiva Europeia das Aves estando incluída em várias listas de animais ameaçados, quer ao nível nacional (Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal), quer ao nível internacional (IUCN Red List of Threatened Animals), razão pela qual foi criada a Zona de Protecção Especial (ZPE) Pico da Vara/Ribeira do Guilherme (Sítio da Rede Natura 2000), que abrange toda a área de distribuição da espécie, visando a sua protecção e conservação. A BirdLife International considera o Priolo como uma espécie “globalmente ameaçada de extinção”. O Priolo é actualmente considerado o passeriforme mais ameaçada da Europa.

Na área da ZPE ocorrem vários habitats de interesse comunitário incluídos na Directiva Habitats, salientando-se as Laurissilvas Macaronésicas, que constituem o habitat preferencial do Priolo. Este tipo de habitats encontra-se actualmente extremamente ameaçado, estando reduzidos a bolsas de vegetação em zonas montanhosas de maior altitude no leste da ilha. Várias destas espécies vegetais são endémicas dos Açores e estão elas próprias ameaçadas (ex: Ginja-do-mato, Sanguinho, Cedro-do-mato).

O Priolo ocorre principalmente na área de vegetação nativa onde ainda encontra as plantas que lhe fornecem alimento, como o Azevinho e a Uva-da-serra. Esta vegetação representa apenas 20% da área total da ZPE (perto de 1000 ha) estando extremamente ameaçada pela progressiva invasão de diversas espécies de plantas exóticas, sendo as mais agressivas: a Cletra, a Conteira, o Incenso e o Gigante. Se não fossem tomadas medidas, a expansão destas espécies resultaria a curto prazo no desaparecimento das últimas manchas de floresta nativa e consequentemente na extinção do Priolo.

O Projecto LIFE Priolo iniciado em 2003 tem como objectivo criar as condições necessárias para evitar a extinção do Priolo. O Projecto, financiado pelo Programa LIFE da Comissão Europeia e por fundos do Governo Regional dos Açores, é coordenado pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves que tem como parceiros a Câmara Municipal do Nordeste, a Universidade dos Açores, a Direcção Regional dos Recursos Florestais, a Secretaria Regional do Ambiente e do Mar e a Royal Society for the Protection of Birds (Birdlife no Reino Unido). Todos trabalham com o objectivo de recuperar o habitat do Priolo, a floresta de Laurissilva, controlando a expansão das plantas prejudicais e permitindo à floresta nativa recuperar, para desta forma aumentar os recursos alimentares para o Priolo e assim evitar o seu desaparecimento." in http://www2.ctt.pt

Sobrescrito 1º Dia (FDC) Transportes Públicos Urbanos - 2º Grupo - AA

13-Mai-2008
Transportes Públicos Urbanos - 2º Grupo - Auto Adesivos


Os Transportes Urbanos entre duas Guerras

Sábado, 14 de Abril de 1900, inaugura-se em Paris a Exposição Universal. Ocupava uma vasta área entre Champ-de-Mars, Invalides, Trocadero e os Champs-Elysées. Em Julho, o Presidente Loubet inaugurou a primeira linha do metro, com 10 km, entre Porte de Vincennes e Porte Maillot. Metro que nas suas entradas apresentará esse sortilégio em ferro, de linhas onduladas, dita Arte Nova. Tudo era sonho neste século, que se iniciava sob o signo das ilusões. (1)
Em 1900, em Lisboa era “o tempo das montras e das ruas iluminadas a bico Auer e dos caixeiros escravos que largavam as lojas às onze da noite, para voltarem a abri-las, estremunhados, às oito da manhã. Quem tinha pressa, alugava uma tipóia ou subia a pé a Avenida, ultrapassando os americanos, puxados a mulas. Os veículos democráticos (os choras e bocetas quadradas), quando saíam dos rails alheios, pareciam entornar sobre a calçada os passageiros empilhados.” (2)
Lisboa cresceu até meados do século XIX ao longo do Tejo, transformando-se numa estrutura radial e concêntrica a partir de finais do século, com a especialização do “centro” na Baixa. Até meados do século XX o sistema viário articulava-se, apoiado no eléctrico, na transversal que funcionou na antiga estrada de circunvalação (Morais Soares, Maria Pia) e nas radiais do Lumiar, Benfica, Poço do Bispo e Algés-Dafundo. Ao crescimento por eixos do tecido urbano (Avenida da Liberdade e Avenidas Novas), sucedeu-se o crescimento por zonas. O eléctrico afirma-se até finais dos anos 40 como o principal meio de transporte da cidade, com uma rede de 145 km.


A abertura à exploração pública do Ramal de Cascais (1889) foi acompanhada de maus resultados de exploração, agravados em 1901, com a concorrência da tracção eléctrica da Carris. Ao caírem para um terço do custo da tarifa ferroviária, os bilhetes dos eléctricos tornaram-se altamente concorrenciais, em especial, no percurso até Algés com a sua praia, praça de touros e diversões. Perante os frágeis resultados da exploração, a solução passou pela alteração da tracção a vapor para a tracção eléctrica (1926).


Os autocarros em Lisboa surgem associados à Exposição do Mundo Português, mas, pela conjuntura da Guerra, a sua exploração só se iniciou a partir de 1944, entrando ao serviço dos novos bairros de Alvalade, Encarnação e Aeroporto. Flexíveis e ágeis, sem necessidade de grandes investimentos a nível da infra-estrutura, irão representar para as cidades portuguesas um elemento determinante de crescimento e expansão.
Em 1949 registava-se a existência de 96.837 veículos ligeiros e pesados. Desde 1901, um longo caminho fora percorrido no sector automóvel. A organização das empresas no GITA (4) levou à alteração das condições do mercado e à repartição do tráfego, definidos na Lei 2008. (5) No Estado keynesiano de então, Lisboa, Porto, Braga e Coimbra evoluíam naturalmente para a municipalização dos seus transportes urbanos.

Gilberto Gomes in http://www2.ctt.pt/

Sobrescrito 1º Dia (FDC) Campeonato Europeu de Triatlo

09-Mai-2008

Campeonato Europeu de Triatlo - 2008


"Pela primeira vez na sua história a cidade de Lisboa irá receber o Campeonato da Europa de Triatlo. Organizado pela Federação de Triatlo de Portugal, o campeonato resulta de uma candidatura conjunta da Câmara Municipal de Lisboa e Federação de Triatlo de Portugal.

Depois de em Maio de 2007 o Parque das Nações, em Lisboa, ter recebido os melhores triatletas do globo, recebe um ano depois um dos eventos com maior peso na qualificação para os Jogos Olímpicos de Pequim.

Com o Rio Tejo em pano de fundo mais de mil dos melhores triatletas vão medir forças, disputando o título europeu nas diferentes categorias. Para todos eles o desafio arranca junto ao Oceanário, serpenteando depois as artérias do Parque das Nações, engalanado a condizer. Sobre duas rodas ou correr o triatletas terão nas passagens dentro do Pavilhão Atlântico o momento mais emocionante das suas provas. Milhares e milhares de espectadores criam um ambiente único no universo do triatlo mundial.

Para além da vertente meramente organizativa o objectivo da organização passa por escrever linhas de glória na história do desporto nacional. Para isso, contamos com o desempenho sempre excepcional de atletas do nível de Vanessa Fernandes, Bruno Pais, Duarte Marques ou Anaís Moniz. Com eles e com o apoio de todo o país o Campeonato da Europa de Triatlo 2008 ficará na memória de todos quantos amam desporto." in http://www2.ctt.pt/

Sobrescrito 1º Dia (FDC) Europa 2008

09-Mai-2008

Europa 2008 - Cartas


"Vencendo distâncias, ultrapassando geografias, algumas folhas viajam dentro de um sobrescrito. Resistem ao tempo, por vezes em antigos baús, em estantes, ou atadas com um laço que simboliza correspondências acabadas, ou velhos amores.
No antigo Egipto os decretos chegavam a todo o território pela mão de mensageiros. Da mesma forma, governar o vasto Império Romano sem os tabellarii (mensageiros), teria sido difícil, ou mesmo impossível. E do outro lado do oceano, mensageiros astecas, a pé, atravessando rios agarrados a troncos com a correspondência atada à cabeça, ou utilizando uma cesta para vencer o abismo, faziam chegar, engenhosamente, as suas missivas ao destino.
Exemplos de cartas importantes não faltam, como aquela em que, no dia 22 de Abril de 1500, Pêro Vaz de Caminha, escrivão da frota de Pedro Álvares Cabral, inicia o relato do achamento do Brasil ao rei D. Manuel. Aliás, em todas as bibliotecas se podem encontrar vastos espólios de correspondência de escritores, como a que foi trocada entre Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro, repletas de confissões, críticas e entusiasmo, e que, uma vez estudadas, ajudam a compreender os seus autores.
Mas a carta leva mais uma mensagem: a imagem colorida de outros mundos, outras culturas que os selos artisticamente proporcionam.
Assim vai a carta, por “montes e vales”, genuinamente “falando” e contando, também, a vida da Rosa, do João ou da Maria." in http://www2.ctt.pt

Sobrescrito 1º Dia (FDC) Jogos Olimpicos 2008 - Pequim

30-Abr-2008

Jogos Olímpicos 2008 - Pequim


"No dia 8 de Agosto tem lugar a abertura oficial da 29ª Edição dos Jogos Olímpicos 2008, em Pequim, na República Popular da China.
Pequim ou Beijing, que também foi capital de cinco dinastias chinesas, conta com cerca de 14 milhões de habitantes, e tem, no seu eixo central, o maior palácio imperial do mundo, A Cidade Proibida.
Eleita em 2001 para acolher a edição deste ano, a cidade desenvolveu, desde então, intensa actividade na sua preparação. O palco da cerimónia de abertura e de encerramento será o Estádio Olímpico de Pequim, também conhecido por Ninho de Pássaro, devido às suas estruturas expostas de ferro e aço, que se cruzam e entrelaçam, formando uma espécie de ninho, e que tem capacidade para 91.000 espectadores. Outras instalações foram construídas para este evento, como o Cubo Aquático, que está envolto numa membrana opaca com mais de três mil bolsas de ar feitas de plástico reciclado, que copiam a estrutura das células orgânicas dos seres vivos.
O emblema escolhido para esta edição, que contará 302 competições de 28 modalidades, e cerca de 10.500 desportistas, mostra uma figura humana a dançar, de braços abertos, sobre fundo vermelho, numa alusão ao espírito de alegria e de abertura com que a cidade pretende acolher estes jogos que reúnem atletas dos cinco continentes.
Portugal concorreu pela primeira vez nos Jogos Olímpicos de Estocolmo, em 1912, fazendo desfilar, na cerimónia de abertura, a recém-oficializada bandeira vermelha e verde. Os quatro atletas portugueses participantes concorreram nas provas de maratona, atletismo, luta e esgrima.
Este ano a comitiva portuguesa conta com cerca de 46 atletas a concorrer nas modalidades de Atletismo, Ciclismo, Judo, Natação, Taekwondo, Tiro, Trampolins e Vela." in http://www2.ctt.pt/

Sobrescrito 1º Dia (FDC) Vultos da História e da Cultura

18-Abr-2008

Vultos da História e da Cultura

José de Mascarenhas Relvas (1858-1929)

Natural da Golegã, grande lutador pela causa republicana, José Relvas proclamou, no dia 5 de Outubro de 1910, a partir da varanda da Câmara Municipal de Lisboa, a instauração da República Portuguesa. Licenciado pelo Curso Superior de Letras, apresentou como prova final do curso a tese intitulada O Direito feudal. Escreveu ainda outros trabalhos relacionados com questões económicas, para além de artigos sobre arte. Foi ministro das Finanças no Governo Provisório da República (1910-11), ministro plenipotenciário em Madrid (1911-14), e chefe do governo português (1919). Coleccionador de arte, dedicou-se a agrupar, classificar e estudar criteriosamente um extenso acervo de obras que legou por testamento ao município de Alpiarça, juntamente com a sua residência, para que fosse conservada como museu mantendo a designação de Casa dos Patudos.

Manoel Cândido Pinto de Oliveira (1908)

Natural do Porto, o mais velho realizador do mundo no activo cumpre, este ano, 100 anos de vida. Começou por ganhar notoriedade como desportista, mas cedo envereda pelo cinema, primeiro como actor e finalmente como realizador. Em 1931 estreia o documentário mudo Douro, Faina Fluvial e, em 1942, Aniki-Bóbo - a sua primeira longa-metragem-, ambos muito mal recebidos pela crítica da época. Com uma actividade surpreendente Manoel de Oliveira, que desde então não parou de filmar, é reconhecido no estrangeiro e em Portugal. Dos muitos palmarés que lhe têm sido atribuídos, salientam-se, entre outros, os de festivais tão importantes como os de Cannes, de Veneza e de Montreal. Aos 100 anos de idade, com quase 80 de actividade e cerca de 50 filmes realizados (entre curtas e longa-metragens), Manoel de Oliveira continua a surpreender críticos e amantes da 7ª arte.

Padre António Vieira (1608-1697)

Comemora-se este ano o quarto centenário do nascimento de uma das figuras mais notáveis da história de Portugal. Padre jesuíta, missionário, diplomata, orador, António Vieira é considerado um dos maiores prosadores da língua portuguesa. Escreveu cerca de 200 sermões que abrangem não só a temática teológica, mas também as da moral, da filosofia e da política, revelando uma profunda capacidade de análise dos vícios e das fraquezas humanas. Como missionário defendeu os direitos dos indígenas do Brasil, onde passou parte da sua vida. Como diplomata argumentou, junto das cortes europeias, a causa da Restauração e a legitimidade de D. João IV como rei de Portugal. Defendeu judeus e cristãos-novos, denunciando ao Papa as práticas cruéis do Santo Ofício. Homem de vastíssima cultura, pregador eloquente, o Padre António Vieira foi, sem dúvida, um homem à frente do seu tempo.

Aureliano Lopes de Mira Fernandes (1884-1958)

Professor universitário e matemático, Aureliano Fernandes nasceu no Concelho de Mértola. Licenciou-se na Faculdade de Matemática de Coimbra, em 1910, e doutorou-se no ano seguinte na mesma faculdade. Foi nomeado professor catedrático do Instituto Superior Técnico em 1911, onde se manteve até à sua jubilação, em 1954. Nesta instituição ensinou Matemáticas Gerais, Cálculo Diferencial, Integral e das Variações, e Mecânica Racional. Cumulativamente, foi professor de Análise Matemática no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras. Sócio efectivo da Academia das Ciências de Lisboa e sócio correspondente da Real Academia de Ciências de Madrid, fundou, em 1943, a Junta de Investigação Matemática. O seu trabalho de investigação debruçou-se sobre o Cálculo Tensorial aplicado à Geometria Diferencial e à Relatividade, tendo publicado dezenas de trabalhos. Manteve contacto assíduo com alguns dos mais notáveis matemáticos do seu tempo, tendo aprendido russo e latim, línguas que escrevia e falava fluentemente.

Ricardo Jorge (1858-1939)
Médico e escritor, nasceu no Porto onde completou os estudos na Faculdade Médico-Cirúrgica. Professor universitário, teve uma carreira brilhante, sendo nomeado, em 1895, lente da cadeira de Higiene e Medicina Legal. Defendeu a reforma do ensino médico, foi co-fundador da Revista Científica, e publicou, em 1884, o volume Higiene Social Aplicada à Nação Portuguesa, que lançou uma nova perspectiva de abordagem das questões de saúde pública em Portugal. A carreira de investigador consagrou-o como epidemiologista e higienista. Em 1899 é nomeado inspector-geral de Saúde Pública e lente de Higiene na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa. Por sua iniciativa foi criado o Instituto Central de Higiene, cujas disposições e funcionamento, publicados em 1901, são da sua autoria. Apaixonado pela higiene e saúde pública foi delegado de Portugal no Office International d’Hygiène. Em 1913 funda os Arquivos do Instituto Central de Higiene. O seu nome foi dado ao Instituto que criou, em 1929, data da sua aposentação. Deixou uma vastíssima obra científica, mas também nos domínios da literatura e da arte, áreas onde exercia a actividade de crítico.

Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992)

Natural de Lisboa, cresceu no seio de uma família que cedo estimulou o seu interesse pela pintura, pela leitura e pela música. Em 1928 vai para Paris onde estuda Escultura, que logo abandona para se dedicar à Pintura. Em 1930 casa-se com o pintor húngaro, Arpad Szènes, e em 1956 obtém a nacionalidade francesa. Pintora de temas essencialmente urbanos, a sua obra revela, desde muito cedo, uma preocupação com o espaço e a profundidade. Na década de 50 participa em inúmeras exposições em França e no estrangeiro. O estado francês adquire obras suas a partir de 1948, e em 1960 atribui-lhe a primeira de várias condecorações. Em Portugal, a Fundação Calouste Gulbenkian apresenta a sua obra em 1970, 1977 e 1988. Em 1983, a convite do Metropolitano de Lisboa, a sua obra Le métro (1940) é reproduzida em azulejos na estação da Cidade Universitária, com a colaboração do pintor Manuel Cargaleiro.

Sobrescrito 1º Dia (FDC) 500 Anos da Cidade do Funchal

15-Abr-2008

500 Anos da Cidade do Funchal

"Em 21 de Agosto de 1508 D. Manuel I determina, por alvará régio, que a Câmara Municipal do Concelho fosse governada pela mesma maneira por que se rege a de Lisboa, elevando assim a vila do Funchal a cidade, e tornando-a na primeira a ser instituída nos domínios dos Descobrimentos Portugueses.
A cidade do Funchal, situada na baía com o mesmo nome, espraia-se em belíssimo anfiteatro que se apresenta aos nossos olhos como um panorama de rara e inexcedível beleza. O seu nome terá sido inspirado pelos campos de funcho que abundavam nesta parte sul da ilha, onde Gonçalves Zarco e Tristão Vaz desembarcaram, pela primeira vez, em 1419.
Em 1425, com o início do povoamento, a ilha foi dividida em duas capitanias, tendo sido oferecida a Gonçalves Zarco a capitania do Funchal, onde se fixou com a família.
Devido à sua posição geográfica, ao porto natural e à riqueza dos solos, conhece uma rápida expansão, naturalmente acompanhada por um acentuado desenvolvimento económico, social e artístico, sem dúvida proporcionado pela exploração da cana-de-açúcar, então chamada de “ouro branco”.
Para a celebração deste meio milénio da elevação do Funchal, a cidade oferece durante todo o ano um vasto programa de eventos culturais, artísticos e desportivos." in http://www2.ctt.pt

Sobrescrito 1º Dia (FDC) Campeonato Europeu de Judo

07-Abr-2008

Campeonato Europeu de Judo

"Portugal vai receber pela primeira vez a mais importante prova de Judo na Europa: o “Campeonato Europeu de Seniores 2008 – EURO JUDO 2008”, que se realizará em Lisboa, no Pavilhão Atlântico, de 11 a 13 de Abril.
Esta competição é a última prova de qualificação para os Jogos Olímpicos de Pequim, e vai reunir em Lisboa cerca de 450 atletas das principais Selecções de 50 países europeus.
O judo foi criado por Jigoro Kano, em 1882, e reúne a essência do jujutsu com outras artes de luta praticadas no Oriente. Em Portugal, o primeiro contacto com o Judo terá sido no início do século XX, através de uma demonstração pública feita por dois oficiais da Armada japonesa ancorada em Lisboa. Esta arte de lutar despertou o interesse de alguns curiosos que procuraram conhecê-la e aprendê-la. A primeira Academia de Judo em Portugal foi criada em 1947, mas a prática desta modalidade já tinha bastantes adeptos por todo o país. A primeira competição realizou-se em 1956, em Lisboa, e denominou-se “Lisboa-Sintra”.
Desde então, o interesse pelo judo em Portugal não parou de aumentar, tendo vindo a conquistar um elevado prestígio no panorama desportivo internacional. Com 12.000 federados inscritos na Federação Portuguesa de Judo, pela primeira vez Portugal é escolhido pela União Europeia de Judo, como organizador da mais importante prova desta modalidade na Europa." in http://www2.ctt.pt

Sobrescrito 1º Dia (FDC) Dia Internacional do Planeta Terra

25-Mar-2008

Ano Internacional do Planeta Terra

"Em 2005, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou 2008 como Ano Internacional do Planeta Terra (AIPT), que se insere na Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (2005-2014). O slogan escolhido, “Ciências da Terra para a Sociedade”, é esclarecedor acerca do principal objectivo em vista: promover a importância das Ciências da Terra em todos os domínios da Sociedade, destacando o seu papel na resolução de muitos dos problemas que afectam a Humanidade.
No âmbito desta iniciativa, a AIPT desenvolve programas de apoio à investigação científica e à divulgação das Ciências da Terra, sobretudo junto da população estudantil. Os principais temas para este AIPT são as águas subterrâneas, os solos, os recursos, os desastres naturais, os oceanos, a biodiversidade e as alterações climáticas.
O alerta provem do facto de estarmos a desenvolver uma relação extremamente perigosa com o nosso Planeta, recorrendo a uma exploração desenfreada dos seus recursos. Naturalmente, os geocientistas, que são os que melhor conhecem os processos de transformação do Planeta Terra, devem ser ouvidos na hora de tomar decisões sobre as temáticas ambientais. Por essa razão, a União Internacional das Ciências Geológicas (IUGS) está intimamente associada a esta iniciativa.
Nesta emissão, estão representados os quatro elementos naturais abrindo-se em círculo para nos recordarem a importância e a beleza de um meio que temos obrigação de preservar não só para nós, mas sobretudo para as gerações futuras. " in http://www2.ctt.pt/

Sobrescrito 1º Dia (FDC) Infertilidade

12-Mar-2008

Infertilidade


"Estima-se que a prevalência da infertilidade em Portugal seja semelhante à que se regista na Europa Ocidental, afectando 15 a 20 por cento da população, o que significa cerca de 500 mil casais. Inquietante é o facto de estudos recentes prenunciarem que a sua incidência seja duas a três vezes superior nos próximos 20 anos.
A infertilidade é a incapacidade de conceber descendentes ou de levar a gravidez até ao parto com sucesso, infortúnio que pode advir tanto de motivos fisiológicos como psicológicos.
Cerca de 40 por cento dos casos estão relacionados com factores masculinos, percentagem idêntica aos que têm causas femininas, resultando à volta de 20 por cento de algum tipo de incompatibilidade biológica do par.
A Organização Mundial da Saúde considera a infertilidade uma doença (falência dos órgãos reprodutores, dos gâmetas ou do produto de concepção), assistindo aos pacientes o direito de acesso à devida terapêutica.
Os tratamentos disponíveis podem ser efectuados através de medicação, de cirurgia ou de técnicas laboratoriais, como a fertilização in vitro ou a inseminação intra-uterina, entre outras. Além disso, a evolução da investigação biotecnológica e a crescente sofisticação dos métodos têm permitido aumentar as taxas de sucesso das terapias." in http://www2.ctt.pt

Sobrescrito 1º Dia (FDC) 200 Anos da Chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil


 22-Jan-2008

200 Anos da Chegada da Família Real ao Brasil


"Ninguém sabe ao certo quantos milhares de portugueses embarcaram em Lisboa a caminho do Brasil no dia 27 de Novembro de 1807, acompanhando a rainha D. Maria I e o príncipe regente D. João numa viagem pioneira do continente europeu para o americano. A decisão de transferir a corte para o Brasil, após intensas conversações secretas luso-britânicas, fora tomada a 22 de Outubro. Pouco depois, a 27 do mesmo mês, em Fontainebleau, franceses e espanhóis decidem a partilha de Portugal. Os acontecimentos precipitam-se e Carlos IV, de Espanha, será forçado a abdicar no seu filho, Fernando VII, ao mesmo tempo que a família real portuguesa se instala no Rio de Janeiro, salvando a soberania nacional. Pouco mais de dois meses depois, em Maio de 1808, um irmão do imperador francês ocupará o trono de Espanha.
As tropas invasoras entraram em Portugal a 17 de Novembro, por Segura, e começaram a chegar a conta-gotas a Lisboa, famintas e andrajosas, no dia 30. Mais de meia centena de navios portugueses e a armada britânica de escolta, comandada por Sidney Smith, navegavam já desde a véspera no Atlântico, após uma pausa na barra, a 28, aguardando condições de navegabilidade. O decreto de embarque, assinado pelo príncipe regente a 26 de Novembro, estava cumprido.
No mês de Dezembro, os ingleses, sob o comando de Beresford, desembarcam no Funchal e ocupam a Madeira. Milhares de portugueses navegavam a caminho do Brasil.

Em Fevereiro de 1808, Junot dissolve a Junta Governativa nomeada pelo príncipe regente, substituindo-a por um Conselho de Governo. O confisco dos bens da Casa de Bragança e o fim da dinastia em nome do imperador são também cumpridos.
A 30 de Agosto desse ano, ingleses e franceses, sem intervenção portuguesa, assinam a Convenção de Sintra, e as tropas francesas abandonam o país, em Setembro, não sem que antes tenham saqueado inúmeros bens e provocado uma verdadeira carnificina em diversas cidades.

Em meados de Janeiro, após uma calmaria, D. João previne a escolta inglesa da sua decisão de rumar para Salvador, onde desembarcará, com a pompa possível, a 23 desse mês, acompanhado da rainha mãe e da mulher, Carlota Joaquina. Pela primeira vez, a América e a primeira capital do Brasil recebiam uma família real e, com ela, mais de mil portugueses. Entretanto, a parte da frota que deliberadamente seguiu para o Rio de Janeiro irá aí fundear a 17 de Janeiro.
Em Salvador, o príncipe regente decretará, a 28 de Janeiro, a abertura dos portos brasileiros às nações amigas e criará a Escola Médico-Cirúrgica, que hoje funciona como Faculdade de Medicina.
Em Portugal, no início do Verão de 1808, um pouco por todo o lado, há levantamentos anti-franceses, constituindo-se nessa altura inúmeras juntas governativas que procurarão salvaguardar a administração pública, sempre em nome do príncipe regente.
Soult, em 1809, e Massena, em 1810, invadirão um país destroçado pela fome e pela guerra, mas ambos serão forçados a recuar, ficando-se o primeiro pelo norte do Douro e o segundo aquém das linhas de Torres Vedras. No Brasil, o príncipe regente manda ocupar a Guiana Francesa e, em Fevereiro de 1810, são assinados os Tratados de Comércio e Navegação e o de Aliança e Amizade com a Grã-Bretanha.
No Brasil, a corte instala-se, a 11 de Março. O príncipe regente nomeia o seu governo e põe em marcha a máquina administrativa criando, no mês seguinte, o Conselho Superior Militar.
D. João prepara-se para ficar no Brasil.
O abundante espólio embarcado em Lisboa será organizado ao longo dos meses seguintes. A Imprensa Nacional, o Jardim Botânico, a Biblioteca Régia são algumas das instituições que beneficiarão o Rio de Janeiro. Em Junho 1808, inicia-se em Portugal a luta contra os franceses e proliferam as juntas nascidas da revolta no início do Verão de 1808.
Em 1814, Napoleão abdica do trono de França.
Em 16 de Novembro de 1815, é criado o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.
A rainha D. Maria I morre em Junho de 1816.
Em 1818, D. João é aclamado Rei, o primeiro na América.
Em Portugal, desde a segunda metade de 1808 com o novo Conselho de Regência e, a partir de 1816, com poderes acrescidos dados pelo ainda príncipe regente, o Marechal Beresford governa. Voltará ao Brasil em Abril de 1820, onde é apanhado pela Revolução do Porto, não regressando a Portugal. A política portuguesa, altera-se. O rei, ainda no Brasil, jura a inexistente constituição de 1822. A 3 de Julho de 1821, D. João VI desembarca no Cais das Colunas. Em breve os ventos liberais soprarão em Portugal e no Brasil."

Rui Rasquilho in http://www2.ctt.pt

Sobrescrito 1º Dia (FDC) Campeonato Europeu de Futebol 2008

05-Jun-2008

Campeonato Europeu de Futebol 2008


"Portugal é uma das 16 selecções nacionais que participam no Campeonato Europeu de Futebol 2008, que tem lugar na Áustria e na Suíça, de 7 a 29 de Junho.

O nosso país participa pela quinta vez, quarta consecutiva, na fase final de um Campeonato Europeu de Futebol. Integrado no Grupo A, defronta a Turquia, dia 7, no Stade de Genève, a República Checa, dia 11, também em Genebra, e a Suíça, dia 15, no St. Jakob-Park, em Basileia.

Durante as eliminatórias, defrontou a Arménia, o Azerbaijão, a Bélgica, o Cazaquistão, a Finlândia, a Sérvia e a Polónia. Treinada pelo técnico brasileiro Luiz Felipe Scolari, a selecção nacional terminou a fase de qualificação no segundo lugar do grupo, com sete vitórias, seis empates e uma derrota, em Chorzow, precisamente neste último país.

O Campeonato Europeu de Futebol, inicialmente designado Taça Henry Delaunay – que foi quem mais pugnou pela sua concretização – e, depois, Taça Europeia das Nações, disputou-se pela primeira vez no decorrer do biénio 1958-60. A fase final teve lugar em França e foi conquistada pela antiga URSS. Porém, só os vencedores das edições posteriores a 1968, esta realizada em Itália - que alcançou o primeiro lugar -, foram formalmente considerados campeões da Europa, pois só então esta prova futebolística passou a denominar-se Campeonato da Europa das Nações.

Além dos dois países referidos, já se sagraram campeões da Europa a Espanha, em 1964 (quando organizou a fase final), a Alemanha, em 1972 (na Bélgica) e em 1980 (na Itália), a antiga Checoslováquia, em 1976 (na ex-Jugoslávia), a França, em 1984 (quando foi a anfitriã), a Holanda, em 1988 (na Alemanha) e a Dinamarca, em 1992 (na Suécia). " in http://www2.ctt.pt

Sobrescrito 1º Dia (FDC) O Direito da Criança à Educação

02-Jun-2008

O Direito da Criança à Educação


"O direito à educação é um dos direitos fundamentais de todas as crianças, no âmbito do seu desenvolvimento, direitos estes adoptados pela ONU em 20 de Novembro de 1989, aquando da criação da Convenção sobre os Direitos da Criança.
Este princípio preconiza o acesso à educação das crianças de todo o mundo, independentemente da sua raça, crença ou estatuto socio-económico, possibilitando-lhes assim o desenvolvimento de competências intelectuais, que futuramente possam ser utilizadas em beneficio próprio da sua individualidade e do senso de responsabilidade social e moral.
Os CTT – Correios de Portugal têm desenvolvido ao longo do tempo diversas iniciativas no âmbito da dinamização da escrita e da leitura, contribuindo de um modo significativo para a educação das crianças do nosso país. Neste âmbito, em 2006, os CTT realizaram um protocolo com o Plano Nacional de Leitura, o qual visa fomentar o gosto pela escrita e leitura, aumentar competências e saberes da população em idade escolar, elevando os níveis de literacia do nosso país.
A preocupação com a educação é assim uma aposta estratégica dos CTT, bem materializada nesta emissão, que pretende assinalar alguns aspectos fundamentais deste direito concedido a todas as crianças do mundo, tais como: a responsabilidade primária dos pais na educação, a escola como espaço privilegiado de aprendizagem e de desenvolvimento lúdico-pedagógico e a gratuitidade da educação." in http://www2.ctt.pt

Sobrescrito 1º Dia (FDC) Faróis de Portugal

19-Jun-2008

Faróis de Portugal


"Diferentemente do que sucede com os mareantes, que neles vêem sobretudo uma ajuda à navegação, os faróis são para o observador desinteressado ou ocasional uma fonte de mistério, que facilmente convoca toda a espécie de mitos e lendas.
A verdade é que se trata de construções humanas, cuja vida foi desde o início votada a preservar a de quem anda no mar — ontem por necessidade apenas, hoje também por prazer.
É provável que existissem primitivos faróis correspondendo, em certos locais da costa, aos «fachos» de que há memória antes do primeiro quartel do século XVI, mas deles não subsistem registos fidedignos para lá da toponímia.
A mais antiga referência histórica a faróis portugueses aponta para as proximidades de 1515 e refere-se ao farol instalado no convento do cabo de S. Vicente, antecessor do que hoje ali existe, que aloja, por sinal, a óptica de maior dimensão alguma vez usada entre nós.
Os traços dominantes destes antepassados dos actuais faróis eram o aproveitamento de edificações pré-existentes ou acidentes naturais, o carácter efémero ou sazonal do seu funcionamento, a falta de abrigo para a luz, produzida por uma qualquer chama, e a sua guarda e manutenção por religiosos ou confrarias de marítimos. Um exemplo é o de Nossa Senhora da Guia, em Cascais, que data provavelmente de 1537. Há que notar, contudo, que já se haviam construído estruturas propositadamente concebidas para o efeito, como a torre de S. Miguel-o-Anjo, junto à foz do rio Douro, erigida em 1528.
O século XVII não trouxe desenvolvimento da farolagem digno de nota, se exceptuarmos a primeira luz que existiu na ermida de Nossa Senhora da Luz, próxima da foz do rio Douro, em 1680. Data de 1758, em plena gestão pombalina, a primeira iniciativa formal, centralizada, de se criarem novos faróis de funcionamento permanente, em número de seis. É assim que no século XVIII nascem os do cabo Carvoeiro, do cabo da Roca, de S. Julião, do Bugio e do cabo Espichel.
Contudo, foi sobretudo a partir do século XIX que a sinalização marítima conheceu entre nós um desenvolvimento sem precedentes.
Ainda assim, esse acerto do passo com as restantes nações marítimas não só foi lento, como francamente assimétrico: a instalação dos faróis da Madeira e dos Açores caracterizar-se-ia por um atraso ainda mais marcado. Ao consultarem-se as datas de construção de edifícios especificamente destinados a servir de faróis e já dotados de lanterna abrigando uma óptica, podemos avaliá-lo cotejando a data da colocação do mais antigo do continente português, precisamente o que sucedeu ao primitivo de Nossa Senhora da Luz (1761) com a do primeiro a iluminar a Madeira (ponta de S. Lourenço, de 1870) ou com o decano dos instalados no arquipélago dos Açores (ponta do Arnel, de 1876).
A organização dos faróis passou, muito esquematicamente, por três fases. Confiada inicialmente a corporações marítimas ou confrarias de religiosos, passaria em 1758 a depender de organismos oficiais civis (transferiu-se sucessivamente da Junta do Comércio para o Ministério da Fazenda, em 1833, e posteriormente para o das Obras Públicas), acabando por ser entregue à Marinha, situação que se mantém desde 1892.
A gestão profissionalizada e a introdução de aperfeiçoamentos técnicos no âmbito das origens luminosas, dos sistemas ópticos, das fontes de energia, da mecânica e dos meios de comando e controlo determinaram as grandes transformações que se deram no período decorrido entre o estabelecimento do primeiro e a inauguração do último grande farol português, que foi o da ponta dos Rosais, na ilha de S. Jorge, em 1954. Como este, uns quantos não resistiram aos caprichos da natureza e hoje são apenas pálida sombra do que foram, ruína ou simples memória.
A maioria dos faróis continua, porém, a existir, adaptando-se progressivamente às necessidades dos seus utilizadores, quer dispondo de faroleiros residentes, quer funcionando autonomamente.
Em qualquer caso, retratá-los é, precisamente, trazê-los à memória; por outras palavras, mantê-los vivos." in http://www2.ctt.pt

Sobrescrito 1º Dia (FDC) Ano Polar Internacional

23-Jun-2008

Ano Polar Internacional

Dados Técnicos
“Aves polares que visitam a costa portuguesa”

Portugal foi um país pioneiro na exploração dos oceanos das altas latitudes, com navegadores como João Vaz Corte-Real e João Fernandes Labrador que descobriram a Terra Nova e a Península do Labrador, ou Fernão de Magalhães que navegou nas águas austrais, descobrindo a Terra do Fogo, no sul da Argentina e do Chile.

Depois de cerca de 500 anos afastado das regiões polares, Portugal renovou o seu interesse nas altas latitudes através de uma forte participação no Ano Polar Internacional 2007-08. Foi fundado o Programa Polar Português e criado um ambicioso projecto educativo que visa aproximar a ciência polar da sociedade.
Mas por que razão Portugal se deve preocupar com as regiões polares? Esta é uma pergunta recorrente, e com respostas simples: os fenómenos que ocorrem nessas regiões tão distantes, têm repercussões à escala do globo e também em Portugal. Exemplos clássicos são a fusão dos gelos polares e os seus efeitos nas alterações climáticas, bem como na subida do nível médio do mar.

Contudo, poucos são aqueles que sabem que algumas das aves que frequentam a costa portuguesa nos chegam das regiões polares. Incansáveis viajantes, deslocam-se, sazonalmente, milhares de quilómetros, desde o Árctico e o Antárctico, de modo a beneficiarem das condições temperadas do litoral português.

A presente edição de selos pretende dar a conhecer algumas destas aves, com as quais frequentemente nos cruzamos, sem que nos apercebamos de onde vieram. A gaivina-do-Árctico (Sterna paradisaea) cujas longas migrações ligam o Árctico à Antárctida, passando pelas águas portuguesas, é, sem dúvida, a espécie mais emblemática. Uma ave muito comum no litoral português, o pilrito-das-praias (Calidris alba), nidifica no Alto Árctico, em terras tão distantes como a Gronelândia, a Sibéria ou a ilha de Ellesmere. Já o paínho-casquilho (Oceanites oceanicus) é, por excelência, o representante da Antárctida, nidificando nas ilhas daquele continente gelado. Finalmente, aparece a torda-mergulheira (Alca torda), que nidifica nas arribas do Árctico e inverna nas nossas costas. Esta espécie, que mergulha para obter alimento, acaba, muitas vezes, por se enredar nas artes dos pescadores, aparecendo sem vida em quantidades apreciáveis nas praias portuguesas.

Adicionalmente ao conjunto dos selos, esta pagela representa alguns dos seres vivos mais representativos do sensível ecossistema árctico. A região boreal é uma das mais afectadas pelas alterações climáticas, em particular devido à acentuada fusão estival do gelo marinho, que está a pôr em risco a sobrevivência de espécies como o urso-polar (Ursus maritimus).

Comité Português para o Ano Polar Internacional
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